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Cartas ao director

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História de um predador

Escrevo a propósito do artigo "Valentim dos Santos, uma aventura sem fim…", publicado no P2, com chamada na primeira página do PÚBLICO de 12 de Abril.

É de muito mau gosto a publicidade a um predador, num jornal com preocupações sobre a sustentabilidade do nosso planeta e a perda de biodiversidade. Também é mau gosto a foto do matador esparramado em cima de um majestoso animal que é o leão, provavelmente drogado. Humilhação máxima a esse garboso animal, o rei da selva. Faz lembrar a velha história do leão moribundo, atribuída a Esopo e mais tarde retomada por Jean de la Fontaine.

A foto do senhor engenheiro bem poderia figurar no museu, em vez dos cadáveres dos animais por si abatidos, acompanhada das fotos do ex-rei de Espanha e do actual presidente da Câmara de Albufeira, respectivamente garboso matador de elefantes e partidário da prática de tiro aos pombos. Na minha opinião, o PÚBLICO nem conseguiu redimir-se com a entrevista à investigadora Lauriane Mouysset, sobre a crise da biodiversidade, no mesmo número do P2. Esta, sim, merecia a chamada na primeira página.

Olavo Rasquinho, Lisboa

O caçador Valentim dos Santos

Não tive sequer coragem para ler todo este artigo no P2 de domingo. Tanto animal morto por este homem, engenheiro de profissão e matador de todo o tipo de animais nas horas livres! Compreende-se que nos anos 1950 ainda se achasse magnífico o seu currículo de caçador. Actualmente não penso que seja o caso. Nunca iria visitar esta exposição... Quantas pessoas irão decidir o mesmo do que eu?

Ilda Januário

Direita democrática

O Chicão — Francisco Rodrigues dos Santos (Graça Castanheira, P2 de domingo) — devolve ao palco da política a voz e os valores de uma direita democrática. Nem tudo se perdeu: persiste a esperança de uma ideologia que parecia ter-se dissipado no vazio da política actual — tantas vezes desprovida de valores e de convicções, mas saturada de mentiras, preconceitos e de uma inquietante baixeza moral e cívica. Reconheço-lhe uma voz lúcida e inteligente, embora não me reveja na direita, sou defensor acérrimo dos valores que devem nortear a vida pública.

J. Patrício Martins, Ponte de Lima

Conversas em família?

Voltaram as conversas em família, do primeiro-ministro? Cinquenta e cinco anos depois, voltamos a ter um chefe de governo a dar conta do que foi feito (só o de bom), tal como nos anos de 1969 a 1974. Relembra-se que o objectivo dessas conversas eram e cito: aproximar o regime da população; explicar opções políticas; combater boatos.

Tudo está bem, os críticos é que vivem numa realidade virtual. Dizer que 90% dos utentes do SNS estão satisfeitos com o funcionamento do mesmo é estar certamente fora da realidade. Mas estamos agora mais Seguros, pois temos como "antigamente" alguém a cuidar da família portuguesa, sabendo-se lá o que isso quer dizer. Estas afirmações tão emocionais e populistas de união nacional parecem mais de um primário ministro do que um primeiro-ministro.

Carlos Jorge Colaço, Charneca da Caparica

Traidores ucranianos

Segundo notícias da CNN Portugal, nos últimos dois meses, o serviço de segurança da Ucrânia, o SBU, já identificou mais de 800 ucranianos, incluindo pelo menos 240 menores, recrutados pela Rússia para realizar ataques a infra-estruturas críticas a escritórios de recrutamento militar. O objectivo é, segundo as autoridades, espalhar incerteza, medo e desconfiança. Diz o chefe de gabinete do procurador de Kiev: "Não há nada pior do que um dos nossos próprios cidadãos fazer isto." A gravidade extrema do problema está no facto de até os menores estarem a ser aliciados pelos russos. Ou seja, muitos menores ucranianos servem os interesses russos, renegam a pátria, alienam a sua identidade e abrem brechas na luta heróica dos ucranianos contra os russos. O regime de Putin não olha a meios para atingir os fins - até os menores não escapam porque tudo serve para massacrar a Ucrânia e conquistar território até onde lhe for possível, ao mesmo tempo que se tenta desmembrar e desestabilizar a coesão da União Europeia. Como estava a tentar fazer Viktor Orbán, aliado indisfarçável de Putin, agora desalojado do poder pelo candidato de centro-direita Péter Magyar. Em princípio, a União Europeia poderá respirar de alívio. O futuro o dirá.

António Cândido Miguéis, Vila Real

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